O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) acatou pedido do vereador Gilson Reis para investigar a possível contaminação da água captada por Bela Fama, responsável por 60% do abastecimento de água de Belo Horizonte. A solicitação foi feita a partir de denúncia de moradores em Audiência Pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte que teve objetivo de esclarecer a situação em que se encontra o abastecimento de água do município e os riscos de uma potencial paralisação do abastecimento hídrico em BH e região metropolitana.

Em nota, o MPMG, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Belo Horizonte, comunica que foi instaurado o procedimento à apuração da denúncia de possível alteração de turbidez e vazão a montante da captação de Bela Fama, em Itabirito. O Órgão afirma que o procedimento será encaminhado à Promotoria de Justiça de Itabirito/MG, a qual tem atribuição para atuação no caso.

Histórico

Presidente da CPI da Mineração na Serra do Curral, Gilson Reis tem atenção especial com o meio ambiente. O parlamentar solicitou reunião, realizada no dia 28 de fevereiro, para debater os impactos do crime da Vale em Brumadinho no Sistema Paraopeba. No encontro, o Professor Paulo César Horta Rodrigues e Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas denunciaram que o Rio das Velhas pode estar contaminado por vazamento de bacias de rejeito de minério na região.

Uma possível liberação inadequada de rejeitos em barragens instaladas na região por empresas mineradoras pode ser o real motivo. Vale destacar que o Rio Itabirito se encontra com a bacia do Alto Rio das Velhas, que posteriormente deságua no Rio São Francisco.

Gilson Reis lembrou da situação atual do Rio Paraopeba, que, após o rompimento da barragem Córrego do Feijão no mês de janeiro, em Brumadinho, sofreu vários danos ambientais. O rio é extremamente importante para a população, já que sua água é captada e utilizada para abastecimento de água na capital mineira, algo que traz receio. “A quantidade de acúmulos químicos na água vai dificultar a recuperação. Isso preocupa, pois em Belo Horizonte consumimos 30% da água do Rio Paraopeba”, afirma. O vereador foi enfático ao dizer que o Paraopeba não oferece mais condições de vida e nem de uso.

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