Criada há aproximadamente 50 anos, a Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Maria da Glória Lommez, no Bairro Santo André, Região Noroeste da capital, foi vistoriada, nesta segunda-feira (25/3), pelo vereador Gilson Reis (PCdoB), representando a Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor. Deixando de atender, há cerca de cinco anos, ao ensino fundamental, a escola é atualmente voltada para a educação infantil, mas necessita de adaptações para receber esse público. Rede elétrica danificada, berçário inativo, alteração da carga horária dos professores e falta de cobertura na entrada da EMEI e em áreas de lazer foram os principais problemas constatados pela comissão, que encaminhará ofício à Secretaria Municipal de Educação cobrando atendimento às demandas apresentadas.

Conforme relatos das professoras, o principal problema apontado foi a necessidade de troca de toda a rede elétrica da escola, que é muito antiga. Além disso, os ventiladores não funcionam e espaços como a entrada da escola, pátio e parquinhos não são cobertos. A quadra esportiva possui cobertura, mas alaga com frequência, devido às telhas furadas.

Adaptações necessárias

Quanto aos banheiros, foram construídas novas instalações para crianças de 2 e 3 anos, no andar de cima. Já os banheiros do andar de baixo precisam de adaptações, salientando-se que são sempre utilizados para o banho de crianças menores. As professoras reclamaram, ainda, das portas de aço dos banheiros, pesadas para o manuseio de crianças; dos extintores de incêndio, da altura de suas cabeças; e dos bebedouros, instalados em locais inadequados.

Outra reivindicação apresentada foi a volta da carga horária anterior das professoras, hoje de 7h30 às 17h30, para 7h às 17h. Segundo elas, como os alunos chegam às 7h30, o horário atual prejudicou a rotina, a realização de atividades e a qualidade do trabalho, ressaltando-se que a escola funciona em horário integral.

Atualmente, a UMEI Maria da Glória Lommez atende crianças do 1º e 2º ciclos, mas em função da estrutura física e do número de escadas, difíceis de serem retiradas, a Prefeitura pretende atender, futuramente, somente alunos do 2º ciclo, retirando gradativamente as demais turmas da unidade. A escola possui dois elevadores, mas alunos menores, de 1 e 2 anos, ficam em salas do andar de baixo; enquanto os que têm entre 3 e 5 anos ficam no andar de cima.

Encaminhamentos

De acordo com a diretora da escola, Fernanda Resende, foi feito um levantamento do custo total das obras, estimado em R$ 200 mil, destinados especialmente à instalação de uma nova rede elétrica. A gestora informou, entretanto, que foi solicitada inicialmente à Prefeitura a liberação de R$ 105 mil, em caráter emergencial, para esse fim. Recursos para solucionar problemas como os relativos ao piso da escola serão encaminhados parcialmente.

Conforme avaliou o vereador Gilson Reis, que requereu a visita, a escola encontra-se degradada, necessitando de muitas reformas, lembrando que a unidade atende a uma comunidade carente. “A comissão vai emitir sua posição à Prefeitura, exigindo que sejam executadas as referidas obras, principalmente no que diz respeito às fiações, expondo crianças e professores ao risco de curtos-circuitos e até mesmo à morte”, concluiu.

* Com Superintendência de Comunicação Institucional

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