Falta de testagem é um dos problemas levantados pelos sindicatos

Em audiência pública realizada nesta manhã de terça-feira (04/08) na Comissão de Trabalho da Câmara Municipal de Belo Horizonte, presidida pelo vereador Gilson Reis (PCdoB), dirigentes do Sintappi-MG – representantes de empregados das empresas públicas Urbel e BHtrans, relataram os principais problemas enfrentados em função da pandemia do Covid-19. São eles: dificuldade de liberação pelas empresas da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT); falta de melhor definição do que seja realmente trabalho essencial nesse momento de pandemia; anão testagem dos empregados que estão trabalhando presencialmente.

Uma das maiores preocupações dos empregados é com as consequências decorrentes dos que já foram infectados pelo Covid. Isso porque já se sabe da possibilidade de sequelas sistêmicas decorrentes da inflamação, tais como disfunção renal, problemas no fígado e nos pulmões e, sobretudo, no sistema arterial, afetando, inclusive, o coração. Em liminar, o STF decidiu recentemente que a Covid-19 deve ser considerada doença ocupacional. Portanto, os que são contaminados em trabalho presencial têm direito à liberação do CAT – a Comunicação de Acidente de Trabalho – pela empresa, para fins de ingressar no INSS com pedido de auxílio-doença, dentre outros direitos correlacionados.

Esses CATs, segundo os sindicalistas, não estão sendo liberados pelas empresas públicas.
Outro problema relatado é falta de testagem dos empregados que estão em trabalho presencial. Eles próprios vêm realizando os testes, através de seus planos de saúde. Os empregados reivindicam que a testagem seja bancada pelas empresas, quinzenalmente, como forma de prevenir e afastar os que estejam contaminados.

A falta de critérios mais bem definidos sobre o trabalho presencial é outro agravante: na Urbel, por exemplo, portarias publicadas nos últimos meses, definiram como essenciais praticamente todos os serviços executados, tais como acolhimento de desabrigados, processamento de folha de pessoal, fiscalização de obras e serviços de engenharia, processamento de licitações e contratos.

Ao final da audiência, o vereador Gilson Reis informou que, diante dos fatos relatados pelos sindicalistas, a Comissão de Trabalho da CMBH vai encaminhar requerimento à PBH e às secretarias de gestão das empresas públicas (Urbel, Bhtrans e também à Prodabel) solicitando: 1 – a imediata liberação do CAT aos trabalhadores que dele necessitam; 2 – uma reunião com presidentes das empresas, ou com a Coordenação Central das Empresas Estatais (CCEE), para discutir todas essas questões e levar a elas as reivindicações dos trabalhadores.

Embora tenha lamentado a ausência de representantes das empresas na audiência pública, o vereador Gilson Reis disse estar confiante de que as empresas atenderão aos pedidos de reunião com os sindicatos e com os vereadores, para resolução dos problemas levantados na audiência.

Postagens Recentes

Deixe um Comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.