O vereador Gilson Reis, do PCdoB, presidiu hoje a segunda reunião da CPI da Mineração, que aprovou requerimento para a realização de uma visita técnica à Mina Granja Corumi no próximo dia 9, às 1oh. A mina é explorada pela Empresa de Mineração Pau Branco (Empabra), no bairro Granja de Freitas, no conjunto da Serra do Curral. Participaram também da reunião da comissão os vereadores Jair de Gregório, Catatau, Carlos Henrique, Pedro Patrus e Rafael Martins.

A mineração no local para exploração de minério de ferro tem mobilizado movimentos sociais, órgãos públicos e pesquisadores de quatro municípios, Belo Horizonte, Nova Lima, Raposos e Sabará, cujos representantes têm acompanhado os trabalhos da CPI. No dia 10 de junho dezenas de pessoas chegaram a dar um abraço simbólico em torno do Pico Belo Horizonte, próximo à mina.

A Empabra estaria tentando revegetar e revitalizar a mina, cujo minério foi explorado por quatro décadas. Porém, em contrapartida, ela conseguiu autorização, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2009, para comercializar cerca de quatro milhões de toneladas de minério de ferro fino remanescente na área, e é aí que mora o problema.

Ambientalistas e moradores próximos à mina reclamam que a Empabra tem explorado minério além da quantidade combinada e estaria degradando ainda mais a paisagem. Como se isso não bastasse, a empresa estaria expandindo a atuação para fora da área estabelecida.

Já em 2 de maio, durante visita técnica feita ao local, a Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana da Câmara Municipal verificou que o processo de licenciamento ambiental não concedia autorização para a atividade minerária. E o Departamento Nacional de Produção Mineral concedeu à Empabra direito a uma área de 12,50 hectares, portanto, bem inferior aos 62,13 hectares explorados. Por isso, a coisa chega ao ponto de moradores de Raposos reclamarem da poeira provocada pela exploração da mina e que têm encontrado resíduos de minério até mesmo no lanche das crianças nas escolas.

De outro lado, o vereador Gilson Reis estranhou que agentes públicos municipais e estaduais estivessem “em processo de negociação não com a sociedade, mas com as mineradoras”. Por isso, pediu um levantamento sobre o número de parlamentares e prefeitos da Grande BH que são financiados por mineradoras nas campanhas eleitorais.

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