O vereador Gilson Reis, presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de Belo Horizonte que apura as irregularidades da mineração predatória na Serra do Curral, esteve em Casa Branca no último sábado (09/02) conversando com a população sobre os riscos da mineração na região. Os moradores estão preocupados com o retorno dos trabalhos da Mineradora Geral do Brasil (MGB).

Ainda assustada com o que ocorreu em Brumadinho, a comunidade organizou o encontro para alinhar estratégias e barrar a mineração predatória em Casa Branca. Gilson Reis alertou sobre o modus operandi da empresa. “A forma como a empresa tenta retomar as operações é muito estranha, bem parecida como foi utilizada pela Empabra em Belo Horizonte para explorar a Mina Corumi, na Serra do Curral”, afirma.

Segundo o vereador, biólogo de formação e que denuncia a mineração predatória desde quando assumiu o mandato em 2013, “as empresas não têm preocupação com o meio ambiente e nem com a comunidade como um todo”. Para Gilson Reis a comunidade organizada tem condições de barrar a mineração.

“Nós não queremos mais a mineração da forma como opera. Criminosa, desrespeitosa com a população, com a sociedade, com a economia e com o meio ambiente. É hora de lutar, de organizar e resistir contra esse tipo de economia fora de qualquer propósito”, finaliza.

CPI da mineração na Serra do Curral

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apura as irregularidades da mineração predatória na Mina Corumi, na Serra do Curral, está na reta final. Presidida pelo vereador Gilson Reis (PCdoB), a CPI chega ao momento crucial e recebe nesta terça-feira (12/02) a Empabra, investigada pela devastação produzida na Serra do Curral, patrimônio natural da região metropolitana de Belo Horizonte. O mandato mobiliza a população para a oitiva que acontece às 10h na Câmara Municipal.

Desde julho de 2018, quando foi instalada, a CPI já ouviu cerca de 30 pessoas, entre representantes de moradores vizinhos à mina, ONGs, trabalhadores da mineração, professores, associações, institutos e órgãos governamentais. Agora, responsáveis pela Empabra vão responder aos questionamentos surgidos ao longo das 31 reuniões realizadas. O relatório final da CPI será apresentado nos dias 19 e 20 de fevereiro.

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