As aulas nas escolas públicas de Minas Gerais começam nesta segunda-feira (10/02) em meio a um caos instalado pela Secretaria de Educação do estado. Como resposta à incompetência do Governo Zema, a categoria decidiu por iniciar uma greve geral por tempo indeterminado a partir desta terça-feira. Um dos motes da greve é cobrar o cumprimento da lei estadual 21.710/2015 e da Constituição estadual que prevê o pagamento do piso salarial.

Além da falta de comprometimento com os educadores, o governo do estado também prejudica alunos e famílias. Muitos pais, mães e responsáveis de alunas e alunos dormiram em portas de escolas na última noite para conseguirem matrículas em escolas públicas estaduais. O problema teve início com o ineficaz sistema de pré-matrículas online, que não respeitou o zoneamento e alocou estudantes em regiões distantes das residências.

O sistema de pré-matrículas on-line já era criticado pela categoria que, entre outras demandas, também luta pela quitação do 13º salário de 2019, Plano de Atendimento, fusão de turmas, demora na publicação das remoções e resolução de designação.

Este é o retrato do ataque à educação que avança sobre o Brasil, que tem como líderes os governos de extrema-direita. Na última semana, assistimos o governo de Rondônia determinar o recolhimento de 43 livros nas escolas estaduais por considerar “conteúdos inadequados às crianças e adolescentes”.

A lista inclui clássicos como Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, Macunaíma, de Mário de Andrade, e Os sertões, de Euclides da Cunha.
Em Janeiro de 2020, a alegria de estudantes com o resultado do Enem logo se transformou em angústia. O Ministério da Educação, por meio do nada educado ministro Abraham Weintraub, reconheceu que teve erros nas correções das provas. Mesmo assim os resultados foram divulgados, o que causou ansiedade entre alunas e alunos e gerou problemas nas matrículas.

Hoje, quando escrevo este texto, na manhã do dia 10 de fevereiro de 2020, fazem apenas 40 dias do novo ano, mas a educação já foi nocauteada algumas vezes com práticas perversas da extrema direita.

Um sol cresce em meio às chuvas

Quase ia me esquecendo. Tivemos um carro na contramão nesta via suicida, um alento vindo do Maranhão para quem defende a educação pública. Nesta segunda-feira, o governador maranhense, Flávio Dino (PCdoB – Partido Comunista do Brasil), sanciona a lei que institui salário de R$ 6,3 mil para professor. É o maior salário da categoria no Brasil, no qual um professor de 20h no Maranhão terá piso maior do que o piso nacional para 40h.

Finalizo por aqui parabenizando o meu companheiro de partido, Flávio Dino, por defender a educação como um todo. Apesar dos ataques que sofremos na área, fico cada vez mais motivado por defender a educação, fico com um sentimento de que podemos mais. Para isso, é muito importante a união dos alunos, seus responsáveis, educadores e todos aqueles que acreditam que a educação é a saída.

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