A diva da música brasileira, Elza Soares, recebeu o Título de Cidadã Honorária de Belo Horizonte, em solenidade na Câmara Municipal por indicação do vereador Gilson Reis (PCdoB). “Minha avó é mineira, meus pais são mineiros, eu amo comida mineira. Nasci carioca por acaso, uai”, brincou a artista, também atriz e compositora, ao receber a homenagem.

Elza Soares foi recebida por artistas mineiros, amigos, familiares e fãs que lotaram o Plenário Amynthas de Barros para assistir a melhor cantora do século, segundo a BBC de Londres, receber homenagens como músicas e poemas dedicados a ela. O título de cidadã honorária da capital mineira foi entregue pelo vereador Gilson Reis.

“Sinto-me honrado em indicar essa homenagem a Elza Soares em nome dos seus fãs de Belo Horizonte, da sua ancestralidade mineira e das pessoas que a Elza representa e defende ao longo de sua vida”, afirma Gilson Reis. “Eu quero usar quatro frases da Elza para representá-la. Primeiro que ‘Deus é Mulher’. Elza viveu experiências duras na carne. Pensamos que o Brasil tinha deixado pra trás a fome, a perda de filhos pelas mães, mas a gente vê o governador no Rio subi em um helicóptero e apontar metralhadora pra favela”, completa.

“Segundo, ‘você vai se arrepender de levantar a mão pra mim’. Elza é parte da luta contra o machismo e feminicídio. Por todas elas vamos resistir e vencer essa situação que vivemos”, argumenta. “Terceiro, ‘quero cantar até o fim’. Elza, nós que pedimos a você: cante até o fim. A sua história nunca terá fim, assim como a sua música, a sua vida e a sua arte”.

“Por último, ‘o meu país é o meu lugar de fala’. O meu país não pode ser destruído, não pode ser vendido ao feroz capital como ocorreu na redução do orçamento nas universidades. Esse lugar de fala em nosso país tem que ser colocado para cada um de nós. Construir um país que acabe com a fome, com a homofobia, com o machismo, com o preconceito”, protesta.

A artista tem um histórico em defesa das mulheres, dos negros, religiões de matriz africana e sempre denunciou a homofobia, o machismo e o preconceito de classe. Elza perdeu quatro filhos, inclusive um bebê, passou fome e teve a casa metralhada na ditadura militar.

“Elza Soares é cidadã do mundo. A Elza é uma Deusa humana”, finaliza o vereador Gilson Reis.

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