Na live sobre Educação dessa sexta-feira (28/8), professoras da rede pública municipal de Belo Horizonte denunciaram as condições precárias em que se encontram centenas de professores (as) que sofreram, em plena pandemia, corte das dobras na extensão de jornada.

A retirada desse direito, sequer avisada previamente pela SMED aos 546 trabalhadores (as), precarizou ainda mais os salários o que vem provocando o adoecendo físico e psicológico.

Os (as) professores (as) ressaltam ainda que as dobras estão diretamente vinculadas à qualidade do trabalho na Educação, pois ali estão para cobrir faltas dos colegas, e também para desenvolver projetos e estreitar o vínculo com alunos e comunidade escolar.

O que está por trás desses cortes de direito é a política de choque de gestão da Prefeitura. Uma das maiores preocupação é a ausência do professor de jornada integral na Educação Infantil. As crianças são prejudicadas na medida em que perdem o vínculo com as professoras que, de uma hora para outra, se ausentam em função do corte das dobras. A PBH já fechou os berçários e mantém apenas uma ou duas turmas de jornada integral na educação infantil.

Outra consequência é o afunilando mercado de trabalho na educação municipal. Estima-se que mais de 6 mil educadores devam se aposentar em 2020 e 2021. Desde 2013, a Prefeitura não realiza concurso público, o que deverá sobrecarregar os (as) trabalhadores (as) que estão na ativa.

“Estamos vendo um completo desmonte da educação, como nunca vimos antes”, ressaltou o vereador Gilson Reis, lembrando ainda do risco real de desmonte da chamada Escola Integrada pela PBH.

Postagens Recomendadas

Deixe um Comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.