Depois de trinta anos, a mineração predatória quer retomar as atividades no entorno do Parque Estadual do Rola Moça, criado justamente para preservar o meio ambiente e os recursos hídricos. A região abriga mananciais responsáveis por 40% do abastecimento da região metropolitana de Belo Horizonte.

“Estamos acompanhando a luta dos moradores da região, que estão apreensivos com a retomada da extração travestida de recuperação ambiental. Se o plano da empresa for aprovado, ela ficará autorizada a retirar mais de 17 milhões de toneladas de minério, e pode trazer danos irreversíveis ao sistema hídrico da região”, denuncia Gilson Reis.

A estratégia da empresa MGB é “recuperar” a área ao mesmo tempo em que a explora. “Já vimos este filme. A empresa Empabra fez a mesma coisa na Serra do Curral, dentro de Belo Horizonte, devastando a região e causando prejuízos ambientais incalculáveis ao nosso patrimônio natural”, explicou o vereador, que é presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga as atividades da empresa na Mina Corumi.

Gilson explicou que essa estratégia é usual. “Essas empresas entram na área com um projeto aprovado, mas depois passam a cometer irregularidades. Então fazem acordos para legalizar a ilegalidade cometida ou protelar a saída da área até deixá-la completamente devastada. Eles não desistem, mas nós também não”.

Moradores e ambientalistas de Casa Branca, local do encontro, estão revoltados com o que estão vendo no processo de licenciamento da MGB. Até a pavimentação de uma estrada para o escoamento da produção da empresa está prevista. “Mal me instalei aqui e estou lidando com estas mineradoras, que se dizem desenvolvimentistas, mas impõem ao município uma economia sem diversificação e depois que vão embora deixam um enorme passivo”, conta Clara.

“Não sou contra a mineração, mas sou contra essa falácia de que vão recuperar a serra mas está no plano deles a mineração da área. O parque tem muitas riquezas e esse papo de recuperar pode dar espaço para que, aos poucos, eles passem a comer toda a área”, afirma Roberto Caldeira, brigadista de combate ao incêndio na Serra. “Eles vão minerar justamente na área de amortecimento da Serra”, acusa Adriano Peixoto, presidente da ONG Ecoavis.

A luta terá um novo capítulo no dia 22 de Agosto. A Assembleia Legislativa realizará uma Audiência Pública para debater os impactos desta atividade no Parque Estadual da Serra do Rola-Moça e também no da Baleia. A reunião se iniciará às 10h.

 

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