Lutador em favor de tudo o que diz respeito à nossa cultura e sua preservação, o vereador Gilson Reis (PCdoB) lamenta profundamente a perda do Museu Nacional, consumido pelo fogo na noite desse domingo, no Rio de Janeiro. Para ele, a tragédia pode ser explicada pela omissão e descaso com que o governo Temer vem tratando a educação e a cultura no país.
“É importante ressaltar que, ao completar 200 anos em junho, o Museu Nacional passava por sérios problemas de manutenção. Seu orçamento em 2018 foi de um décimo do que que fora em 2013. Em dois anos de seu governo, Temer, o presidente golpista, reduziu o repasse de recursos de R$ 451 milhões para R$ 51 milhões”, observou Gilson Reis.
Vale ainda ressaltar que em 30 de maio deste ano, às vésperas do bicentenário do museu, reportagem do jornal Folha de São Paulo já alerrtava que o museu tinha sérios problemas de manutenção, não tinha recursos para pesquisas e sua área de exposição foram reduzidas.
É importante também acentuar que a queda no orçamento do Museu Nacional em 2015, durante o governo Dilma, aconteceu por causa do boicote orquestrado pelo senador tucano Aécio Neves e o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), para bloquear a votação do orçamento e aprovar as chamadas ‘pautas bombas’ de interesse do governo Temer. Já nos anos seguintes, o orçamento dos museus nos governos Dilma aumentou exponencialmente.
Conforme o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), os recursos destinados ao setor entre os anos 2001 e 2011 passaram de R$ 20 milhões para R$ 216 milhões, o que representa um aumento de 980%. Em maio de 2003, início do primeiro mandato do governo Lula, foi lançada a Política Nacional de Museus, que serviu de base para definir os rumos da preservação e do desenvolvimento do patrimônio museológico brasileiro. Já naquele ano, os investimentos no campo museal subiram de R$ 24 para R$ 44 milhões.
Em 2004, foi criado o Departamento de Museus (Demu), dentro da estrutura do Iphan. Desde então, uma nova forma de enxergar a importância dos museus brasileiros começou a ser desenhada. Com a criação do Ibram, instituído como uma autarquia vinculada ao Ministério da Cultura em 2009, o setor museológico passou a dispor de instrumento dotado de autonomia e maior orçamento para lidar com suas demandas. Os museus brasileiros também ganharam um canal direto e personalizado com o governo, o que tem contribuído de forma significativa para o desenvolvimento do campo.

Foto: Guilherme Laprado

Postagens Recentes

Deixe um Comentário

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.