Em audiência pública realizada nesta quinta-feira, 13/8, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, para tratar do corte das dobras na extensão da jornada dos professores, dentre outras questões ligadas a realidade da educação frente à pandemia, o vereador Gilson Reis (PCdoB) cobrou da Prefeitura a imediata revogação no corte das dobras, e repudiou veementemente as falas dos representantes da PBH presentes à reunião, que disseram ser necessário o corte de “gastos” na educação em função da queda no orçamento da Prefeitura provocada pela pandemia. Gilson Reis ponderou que a PBH recebeu repasse do governo federal no valor de 68 milhões de reais.

A PBH fala em “gastos” e não em investimentos na educação. Essa é a mentalidade do governo municipal – de choque de gestão. Só pensam em cortar, cortar, cortar”, criticou o vereador. Segundo Gilson Reis, os cortes na educação não aconteceram só nessa pandemia. Eles já vêm ocorrendo há muito tempo, por parte da administração. “Desde o início, fizeram cortes no Caixa Escolar, vêm reduzindo direitos trabalhistas, cortaram o ticket alimentação dos trabalhadores da MGS (que estão passando por enorme dificuldade financeira) e, agora, cortam a dobra dos educadores”, denunciou.

Gilson Reis ressaltou que, dos 1500 educadores que tiveram corte nas dobras, mais de 90% são mulheres, a maioria mães de família que têm que arcar sozinhas com as despesas domésticas. Lembrou que também é composta por mulheres a maior parte dos profissionais terceirizados da MGS. “Ao cortar direitos dessas trabalhadoras, a PBH está atacando diretamente as mulheres de Belo Horizonte”, afirmou Reis. O vereador também denunciou a falta de diálogo da PBH com os vereadores e com trabalhadores e trabalhadoras da Educação – o que também foi reforçado por vários representantes de sindicato da categoria presente à audiência pública.

“Tenho 50 requerimentos apresentados à PBH, aos quais não foi dado respostas. Não há que se falar sequer em retomada do debate, e sim em iniciar-se um debate, já que esse debate já não vinha acontecendo”, afirmou Reis. “O ponto inicial dessa discussão é que a PBH precisa revogar imediatamente o corte das dobras. Se a Secretaria Municipal de Educação tem algum compromisso com a educação, deve suspender esse corte, pois são esses profissionais que estão pensando e elaborando os trabalhos na educação municipal nesse momento de crise em função da pandemia. São eles o pilar da reconstrução da educação no município”, ressaltou.

Gilson Reis apoiou a carta escrita pelos (as) educadores (as) da Escola Integrada e lida durante a Audiência Pública.
Clique para ler a carta na íntegra.

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